domingo, 25 de Janeiro de 2009

hífen project

cibertexto
Last project for multimedia design

FBAUP 2009
teacher: miguel carvalhais


Projecto 4: Cibertexto
Ana Sofia Costa | Joana Oliveira
Design Multimédia
Docente: Miguel Carvalhais
Fbaup: 01 | 09

“Cybertext(...)is the wide range (or perspective) of possible textualities seen as a typology of machines, as various kinds of literary communication systems where the functional differences among the mechanical
parts play a defining role in determining the aesthetic. As a theoretical perspective, cybertext shifts the focus from the traditional threesome of author/sender, text/message, and reader/receiver to the cybernetic intercourse between the various part(icipant)s in the textual machine.”

“As conexões electrónicas, que enfatizam o estabelecimento de conexões, expandem instantaneamente
um texto ao proporcionar grandes quantidades de pontos de contacto entre outros textos. A inalterabilidade
e fisicalidade da tecnologia do livro, que permitem a estandardização e uma relativa facilidade de reprodução, à força fecham estas possibilidades. O hipertexto abre-as.”

A ideia começa pelos conceitos de hipertexto, hipermédia e cibertexto, isto é, por um texto que, de início, se comporta fisicamente como um dado unívoco, mas que através de novas ligações e estruturas de links nos leva para interpretações originais dos sonetos primeiramente apresentados.
O nosso texto inicial é um texto apropriado da plataforma “100,000,000,000,000 de poemas”/ “Cent mille milliards de poèmes”/ ”Cem triliões de poemas” ou, também, “Cem mil biliões de poemas” de Raymond Queneau. Posteriormente, estes poemas foram desmembrados em 14 versos cada, e interpretados de várias formas, para além do texto inicial. Incorporamos, na nossa rede de links, elementos pop-ups, várias leituras, vários intérpretes, várias línguas ou nacionalidades, o que nos permitiu constituir uma plataforma mais ampla, aleatória, dinâmica e interactiva. Esta rede de pop-ups funciona sempre de maneira diferente, nunca se repetindo a sequência anterior.
Técnica ou materialmente, este cibertexto contém três grandes media: audio, vídeo e imagem. Dentro destas
três áreas usámos, em primeiro lugar, material apropriado, entre eles, vídeos do youtube, plataformas de leitura de texto (nomeadamente em francês, inglês, romeno e polaco); e recolha de imagens disponíveis, também, online. Todas estas imagens, vídeos e sons foram escolhidos pela análise grupal dos sonetos em questão (três sonetos seleccionados aleatoriamente), de forma a sugerir (ainda) uma maior, e mais completa, diversidade de acção pelo utilizador. Seguidamente, passamos para a captação autónoma ou pessoal destes elementos, distribuindo sonetos por vários colaboradores com distintas línguas (italiano, português, inglês, sueco, alemão, espanhol, francês). Estes sonetos foram lidos e tratados como material audio, gravados em ‘webcam’, em máquinas de filmar ou simplesmente traduzidos e recepcionamos, por nós, em forma de texto. As leituras valem como interpretações dos versos de cada soneto, feitas por cada colaborador (ou vários colaboradores, em sintonia). Assim, surgiu uma leitura em grupo, onde se sobrepõem
vozes e os elementos se corrigem, leituras formais dos mesmos e leituras feitas pela ausência de som/voz (focalizando apenas o movimento da boca, em detrimento do som). Existem também elementos extrínsecos aos versos propostos, desde o ruído da rua nas gravações, aos erros de leitura, às pausas e repetições assumidas, intercalando-se também com a baixa e alta qualidade das captações.
A plataforma criada, chamada hífen (pela leitura de material partido e repartido pelas janelas pop-up), funciona apenas na interacção do utilizador com a mesma; o click da primeira janela (contendo uma breve informação sobre o trabalho, realização e colaborações), leva-nos para uma nova onde o interligar de versos
dos 14 poemas irá começar e acabar sempre pela acção do utilizador: um click leva a um pop-up, este a outro e, novamente a mais um e outro pop-up. A repetição desta acção manifestar-se-á num ecrã repleto de janelas que constroem sonetos de forma não-linear, inovadora ou original e, por isso, mais interessante e dinâmica. Cada um lê de acordo com as escolhas e os clicks que faz, ouve (com volume que preferir) e vê quando decidir, individualmente, o momento do play, do stop, do repeat ou do rewind.
Tal como dizia George Landow, a nossa ideia parte de “outro procedimento que consiste na adaptação da apresentação hipertextual em materiais originalmente concebidos para a tecnologia textual física, mas divididos em léxicos discretos, contendo elementos multi-lineares que requerem uma classe de leitura multi-sequencial” de forma a criar uma plataforma onde o “leitor se torna mais activo, selecciona a sua leitura (...) a qualquer momento o leitor pode assumir a função de autor”, voltando ao início, clicando mais uma vez, abandonando o site e interpretando-o dentro ou fora desse contexto da não-linearidade.

“Cybertext(...)is the wide range (or perspective) of possible textualities seen as a typology of machines, as various kinds of literary communication systems where the functional differences among the mechanical
parts play a defining role in determining the aesthetic. As a theoretical perspective, cybertext shifts the focus from the traditional threesome of author/sender, text/message, and reader/receiver to the cybernetic intercourse between the various part(icipant)s in the textual machine.”
“As conexões electrónicas, que enfatizam o estabelecimento de conexões, expandem instantaneamente
um texto ao proporcionar grandes quantidades de pontos de contacto entre outros textos. A inalterabilidade
e fisicalidade da tecnologia do livro, que permitem a estandardização e uma relativa facilidade de reprodução, à força fecham estas possibilidades. O hipertexto abre-as.”

Em suma, o homem aparece como a terceira parte da máquina, permitindo-nos afirmar que a plataforma se define como cibertexto.

“As the cyber prefix indicates, the text is seen as a machine--not metaphorically but as a mechanical device
for the production and consumption of verbal signs...so a text must consist of a material medium as well as a collection of words. The machine, of course, is not complete without a third party, the (human) operator, and it is within this triad that the text takes place.”


URL do projecto: http://cibertexto.notlong.com

Bibliografia:
AARSETH, Espen J.(1997). Cybertext: Perspectives on Ergodic Literature. Published by The Johns Hopkins University Press;
LANDOW, George (1992). Hipertexto, la convergência de la teoria critica contemporânea y la tecnologia. Ediciones Paidos Ibérica, Barcelona. (tradução por Ana Sofia Costa)

Links:
http://www.smullyan.org/smulloni/queneau/
http://x42.com/active/queneau.html
http://www.bevrowe.info/Poems/QueneauTexts.js
http://www.flickr.com/
http://br.youtube.com/
http://images.google.pt
http://translate.google.com/
http://www.vimeo.com/
http://www.divshare.com/
http://www.cepstral.com/demos/
http://say.expressivo.com/

Colaboradores:
Beatriz Cunha
Corinna Schmidt
Joana Mesquita
João Pedro Ferreira
Nicolas Pohlmeyer
Rafaela Coelho
Tânia Vieira

segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

FAST 80's


re-search video



O computador como media que "realça as velocidades de cálculo e acesso e atrofia a aproximação, a percepção, o presente; recupera a memória perfeita - total e exacta - mas reverte na anarquia através da opressão burocrática." tem uma influência inqualificável na nossa percepção e vivência de Mundo, incomparável a qualquer outro media

re-search

domingo, 19 de Outubro de 2008

2nd E–MAIL & DESIGN – VIRTUAL BIENNALE PRAGUE 2008 -Theme: FAST FOOD

quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

allmighty's typetastic competition


some flyers


eyca logo competition

quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

ciclo de exposições SGA


quadros da ciclo de exposições SGA (individual)









sinopse ciclo de exposições SGA

Depois da caminhada pela pintura durante o secundário, chega agora uma fase repleta de novas noções, onde a tipografia, o justapor de vários layers, denotam agora a nova área, a fusão do design de comunicação com a linguagem anterior.
É assim que defino o meu pequeno percurso pelo mundo da pintura: o justapor do que vejo, do que me seduz e a ilustração do espaço que vou conquistando ao longo dos tempos.

quarta-feira, 4 de Junho de 2008

dgm 2.0


http://www.audiotexto.blogspot.com |dgm 2.0 |ana sofia costa |03.06.08

“(…) the voice travels through space, bodies stay where they are.”

CHION,Michel-The voice in cinema. Columbia University Press. New York,1999.

Tal como foi explicitado na pré-apresentação deste projecto, o objectivo deste projecto seria a exploração do conceito de link e hipertexto. Este objectivo seria conseguido através da construção de um enredo de interpretações de textos (extrapolados do contexto do texto “The traveller” de Gerhard Potuznik).

A exploração destes mesmos foi realizada primeiramente através da transcrição de palavras e expressões do texto inicial “The Traveller” (the room; neither windows nor doors; a laptop on the; desk; they exist of places and spaces; the meagre message; light out of the; monitor; i stared hypnotyzed; gleaming white; transparent film; individual spaces with a great view;the words that is the secret; the arrow; into the crowd; somebody continually repeating numbers; in the passenger seat; deep breath; it’s light and i’m alone; i don’t understand a word; i begin to understand them),a que se seguiu a transformação das expressões e palavras em textos e extrapolações num contexto web (através de plataformas de busca, onde se utilizava o primeiro dado resultante da pesquisa; resultando nos textos técnica de hipnotismo, space invaders, dimension, space, etc.)

Posteriormente, todos os textos foram interpretados por alunos de teatro da ESMAE (nomeadamente, Manuel Marques, Maria Mata, Rita Machado e Tiago Correia); criando-se através das interpretações vários samples, que serviram para a mistura final, transformando-os no enredo de links (vocais); onde o conceito de presença física se extrapola através da conexão do espaço físico, disposto com a própria realidade dispersa mas conexa, que o audiotexto cria entre estes dois pólos.

sexta-feira, 23 de Maio de 2008

estado de sítio...não mata mas moe

não mata mas moe...
moe porque tudo se articula à roda dos mesmos e das rotinas...moe porque nem sempre as rotinas nos trazem as escolhas certas ou a solução pretendida; são antes engodos, artimanhas, vínculos com aquilo que fomos e aquilo que pretendemos que se mantenha; é assim a estagnação, o abafar do que poderia sair da falta de pressão, do real, da aprendizagem diária; e aí o trabalho seria subsequente de algo que realmente tem valor... é por isso que moe...
não pela falta de sensibilidade ou pela ganância do estatuto; mas sim pela repetição da linguagem à volta de um ideal que não existe sem haver uma competição mórbida.

sexta-feira, 18 de Abril de 2008

tetris logo (nao escolhidos)

traveller project (ana costa/beatriz cunha/beatrice tagliaferri/joana oliveira/susana milheiro)

segunda-feira, 7 de Abril de 2008

andy altman animation

video

domingo, 6 de Abril de 2008



terça-feira, 11 de Março de 2008

nós e a "estupidice"



terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

já cá estou de novo...
a viagem tornou-se um tanto ou quanto estranha, visto que quando cheguei a Portugal parecia estar tudo na mesma... foi estranho... o deixar a republica checa, as meninas e todos os bons momentos que passamos e voltar para Portugal, começar a falar português a todas as horas e todo o dia e encontrar as rotinas intactas...
mas é bom voltar, é bom voltar e ver a família toda reunida para nos receber e sentir que realmente fazemos a diferença.
o balanço do Erasmus foi positivo, pr'além de ter sido a completa desilusão (a cidade, as pessoas, o ensino), todos aqueles que conheci, as nossas aventuras e para não falar nas viagens foram sem duvida um ponto positivo na estadia... agora é só esperar pelo começar o novo semestre, tratar da papelada e não perder a pedalada para acabar o ano em beleza!...
Tudo isto só serviu para saber que Portugal vale a pena... e que nada se iguala a casa...

segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

ja foi à muito tempo, lembram-se meninas?...
aqui esta vindo de inglaterra pela nossa jú!...